Recordo uma que sempre me encantou:
Não devia ter grande amor à vida, pois pedia, com certa frequência,à Mãezinha que me levasse para o Céu. Nem pensava o que era de má, e como tal não tinha, de imediato, direito ao Céu. Meu impulso era apenas ir, fosse como fosse.
Um dia, de madrugada, com todos ainda no bom sossego, e eu de olho bem aberto, olhava as alturas; sim, as alturas. O meu olhar trespassava o tecto, o telhado e o mais que houvesse e olhava para lá de tudo... O meu coração sereno pedia: Mãezinha do Céu, leva-me contigo para o Céu. Leva-me, leevaa-me...leeevaaaa-me, leeevaaa-meee....já não ouvia a minha voz ....e já ia não sei onde estava.... não sei em quê... e... dei um pulo forte e fortemente exclamei: Ai! Que eu já estava a ir... e gritei: Não, não, ainda não quero ir... ainda não quero ir. Mãezinha, me deixa, me deixa...
Sinceramente que não sei o que se passou; só sei que foi uma vivência que permanece comigo até hoje.

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