segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PAI, EU TE ADORO


EXPERIÊNCIA DE DEUS

Se eu não mergulhar a cabeça no mar infinito de Deus, não chegarei a saber quem é Deus. Jamais se pode falar de Deus a ninguém se se não falar com o próprio Deus. Uma coisa é falar de Deus; outra coisa é falar a Deus. Uma coisa é falar de amor; Outra coisa é amar. Uma coisa é dizer que o fogo queima; outra coisa é queimar-se.
Deus é uma pessoa e uma pessoa se conhece tratando-a. A Deus se conhece de joelhos.
Não preciso falar às pessoas de Deus. Será necessário que em mim haja um não seu quê que brilhe e grite ao mundo a luz de Deus.
Tenho que sentir Deus; viver Deus; amar Deus para gritar bem alto o meu Deus.
Jesus me ensina a sentir Deus, viver Deus, amar e gritar Deus.
Cristo foi navegando na profundidade dos mistérios insondáveis de Deus.
Ó profundidade de infinito do Filho de Deus!!!
Sua Mãe era extremamente piedosa e passou a seu Filho aquele relacionamento com Deus -  O Incomparável; O Infinito; O Eterno...mas não lhe revelou que Deus era Pai.
A vivência e o trato de Jesus com Deus levou-O a descobrir que Deus era isso tudo que Sua mãe tinha dito, mas agora Ele era também Pai.
Jesus retira-se para a solidão a fim de estar a sós com Deus. Alguém estava com'Ele e Ele estava com Alguém -  Duas interioridades infinitas...Quanto maior a intimidade, maior o amor e quanto maior o amor, maior a intimidade.
Quando desapareceram as distâncias entre Jesus e Deus o amor foi crescendo como uma árvore frondosa -  Jesus era todo amor. Havia tantas estrelas no interior de Jesus e tantas estrelas para Jesus e Jesus foi envolvido num mar infinito de amor. Jesus descobriu que Deus é o Pai mais querido da terra. Que ternura incalculável, a Tua meu Deus!!! Deus não é temor, mas amor, ternura, carinho perdão., cuidado...
O primeiro mandamento foi abafado, porque já não consiste em amar a Deus, mas, deixar-se amar por Ele- Quem se sente amado não sabe o que é medo. Tudo é amor. Tudo é graça. ALELUIA! Estamos num mundo novo. Deus é Pai.
Nosso querido Pai, mostra-nos a Tua paz.
Jesus rebentou com todas as fronteiras: foi navegando nesse mar de ternura, foi dando passos cada vez mais fortes e foi tal a Sua interioridade amorosa, que um dia...ou uma noite, sai-Lhe espontâneamente: -  ABBA!
Oh! Meu querido Papá!!! Paizinho!!! 
Isto revela a comunhão de Jesus com Deus.
Aquele  a Quem chamavam de Todo Poderoso, também é todo amoroso!!!
Eu digo: Estou sozinho no mundo e Deus responde: - Eu estou contigo.
O Pai me ama gratuitamente. Sou uma maravilha dos Seus dedos. Desde sempre e para sempre fui, sou e serei amado por Deus.
Bendito seja Deus por todo esse amor.
Só os que amam podem ser amados e só os que são amados podem amar.
Assim com o Pai Me amou; assim Eu vos amei. Agora continuai indicando o mesmo amor.
Pretendo ressuscitar Cristo; pretendo cobri-me de Cristo; beber Cristo e inebriar-me de Cristo. -  
- CALAR A BOCA PARA QUE FALE O CORAÇÃO.

sábado, 21 de janeiro de 2012

VEM ESPÍRITO SANTO


DESEJO DE TRANSFORMAÇÃO DE VIDA

Cresci; me formei, tornei-me mulher, esposa e mãe. Me acompanharam todos os meus defeitos. Sobretudo mantinha o meu conceito de superioridade e a minha irreverente vaidade, do que nem sequer me apercebia, pois, vieram comigo desde o ventre de minha  mãe; creio bem que tenha sido herança dos meus antepassados. Mas não coloquei o meu Deus na algibeira e segui caminho. Não. Meu Deus me acompanhou a para e passo e nunca deixei de recorrer Àquele que tudo pode. Mas este era o "meu" Deus, o tal Deus distante, em que eu confiava, mas um Deus severo e castigador.
Em longas, e sangrentas caminhadas; lutas difíceis e cruéis, acabei por me tornar "senhora de mim mesma".
Nessa independência lutei, pela segunda vez contra o mundo e pela segunda vez venci o mundo, que não cansava de tentar me apanhar e abafar. O mundo queria que eu fosse do mundo e como o mundo. Mas mesmo com os meus mil defeitos não era como o mundo e dava-me conta de que não tinha vindo para o mundo , embora estivesse no mundo.
Procurara um sol a trás das montanhas que só agora começava a raiar, mas ainda a uma certa distância.
Parei. Depois da tempestade, é bom parar. Parei para as guerras exteriores e interiores. Parei para as dores e para as lágrimas, sobretudo para alguns desesperos. Deixei de me ver envolvida em labirintos estreitos e sombrios que me sufocavam e me deprimiam. Comecei a não ter medo e me sentir mais liberta.
Sempre com os olhos postos no meu Deus, já descansada e num ritmo normal de mulher, mãe e trabalhadora profissionalmente; sim, porque antes a minha profissão eram as garras do mundo que me provocavam doenças e depressões, via já alguns pequenos raios de sol e a minha alma e o meu coração começavam a sorrir. Mas...sentia falta de algo... algo que em tempos procurara, mas não encontrara. Havia uma paz dentro de mim que me tocava e parecia me chamar. O que era eu não sabia.....
DEUS....DEUS. agora preciso voltar-me para DEUS. Como? Onde encontrá-Lo? Quem me ajudará?
Antigamente me chamavam o pregador quando levava o meu Deus e fechei o meu Deus. Era preciso deixar-me envolver de novo por Ele e deixá-Lo sair. 
Comecei a ir à missa e a frequentar os sacramentos mais assiduamente.
Havia tirado o meu curso num colégio interno, e em função da minha personalidade irreverente, a directora me arranjou um director espiritual, que me levou a um melhoramento bem substancial. Era isso que eu precisava agora: um director espiritual e que me ajudasse a aprofundar a Bíblia.
Uma eis colega e amiga de Liceu, com quem partilhava estas minhas intenções, me alertou. 
- Menina, há agora uma nova evangelização, que te ira fazer bem e talvez aí encontres o que procuras.
Pensava para comigo: será? Eu quero uma coisa profunda que abane e me faça acordar.
Recebi um novo convite e aceitei.
Ingressei num abandono de paz e tranquilidade sem barreiras nem fronteiras nas « OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA»
Aí permaneci durante dezasseis anos como oficinista, guia, formadora e coordenadora.
"Deixei" porque a vida me abanou e grandes montanhas desabaram sobre mim e fiquei sem condições para continuar, ficando-me uma nostalgia tal... que vive em mim o desejo de recomeçar.
DEUS ME TOCOU E EU ACORDEI EM DEUS E PARA DEUS. FIQUEI EM DEUS E EM DEUS QUERO PERMANECER; NÃO NO MEU DEUS, MAS NO DEUS DE TODA A CRIATURA, O DEUS DO UNIVERSO. AMOROSO, MISERICORDIOSO, INEFÁVEL...PAI....ABBA.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


EU E A MÃE DE DEUS

Também gostava da Mãe do Céu. Em procissões, lá ia eu toda compenetrada vestida de Nossa Senhora à frente do andor da imagem da Mãe. As pessoas me diziam que ela era minha madrinha e como eu não conhecia a minha de Baptismo, considerava-a com tal; mas pouco recorria a ela. minha relação era mais com o Pai. Mas a Mãe me queria muito! Tanto...que vinha ter comigo!... Por vezes tínhamos uma relação deveras próxima. 
Recordo uma que sempre me encantou: 
Não devia ter grande amor à vida, pois pedia, com certa frequência,à Mãezinha que me levasse para o Céu. Nem pensava o que era de má, e como tal não tinha, de imediato, direito ao Céu. Meu impulso era apenas ir, fosse como fosse.
Um dia, de madrugada, com todos ainda no bom sossego, e eu de olho bem aberto, olhava as alturas; sim, as alturas. O meu olhar trespassava o tecto, o telhado e o mais que houvesse e olhava para lá de tudo... O meu coração sereno pedia: Mãezinha do Céu, leva-me contigo para o Céu. Leva-me, leevaa-me...leeevaaaa-me, leeevaaa-meee....já não ouvia a minha voz ....e já ia não sei onde estava.... não sei em quê... e... dei um pulo forte e fortemente exclamei: Ai! Que eu já estava a ir... e gritei: Não, não, ainda não quero ir... ainda não quero ir. Mãezinha, me deixa, me deixa...
Sinceramente que não sei o que se passou; só sei que foi uma vivência que permanece comigo até hoje.

Medito: sempre fraquinha, sempre fracquinha!! Ontem fraquinha, hoje fraquinha! Porque é que não deixei que a Mãezinha do Céu me levasse?! Eu ia tão bem!!! Tão bem.    

EU E O MEU DEUS.

Quando conheci Deus? Poder-se-á dizer que se conhece Deus?
Quanto a mim, sim e não. Mesmo que eu tenha uma ligação forte e íntima com Deus, nunca, jamais O conseguirei atingir. Ele é O Inalcansável, O sempre mais além, O Outro sempre diferente do que possamos imaginar.
Deus não se conhece...Deus vive-Se, assume-Se...e, de joelhos.
João c.6 - «Como podeis dizer que amais a Deus que não conheceis e não amais o irmão que não conheceis? Hipócritas, não se pode amar o que não se vê. »
Então como eu conheço e amo Deus? Não sou teóloga e não conheço Deus, nem sequer tento imaginá-Lo porque Ele está para lá de todas as mentes.
Conheço os seus preceitos e amo-os. Lavro-os na rocha firme para serem transmitidos de geração em geração. Estilos de vida que encantam e ninguém consegue seguir de tão perfeitos.
Mas, nem sempre pensei assim. A partir da primeira catequese com seis anos de idade, ensinaram-me "teorias" que tinha que decorar e mostraram-me um Deus distante e castigador.
Meus pais, católicos praticantes - numa prática assídua e respeitadora, me educaram nesse ambiente de grande religiosidade e desde pequenina vivia à minha maneira e na minha dimensão o meu Deus.
Deus era para mim uma presença constante; no entanto era muito problemática e tive uma infância pouco feliz. Mergulhada no materialismo e na abundância desmedida, me tornei rebelde, autoritária, insatisfeita, vaidosa e exigente.
Havia revolta no que fazia e dizia. Por vezes parava. Por medo? Também. Como Deus estava sempre presente, me via e o Seu castigo seria eminente; se não era o de Deus, seria com certeza o de minha mãe. Mas, sobretudo parava, porque no meio destas facetas maquiavélicas, havia em mim sentimentos de ternura, docilidade, de bondade e o amor tentava sorrir. Neste sorriso estava Deus! Eu não só temia Deus, mas, acima de tudo eu amava Deus. Sentia-me bem na Igreja e se havia algum lugar onde me portava dignamente, era aí. Não havia pessoa que não comentasse o meu porte irrepreensível na casa do Senhor. Silenciosa, compenetrada em completa quietude.
Queria ser santa; santa de altar, claro, a minha vaidade, já clarividente, puxava a isso. Procurava ser boazinha, tentava fazer sacrifícios e rezava o que já sabia. Os sacrifícios a que me propunha eram pesados de tal maneira que ficava doente. Era frágil por natureza e não suportava por muito tempo as abstinências e jejuns que fazia. nas várias tentativas, todas elas sigilosas, acabava sempre por desistir dizendo com tristeza: Oh! Deus, eu bem quero ser santa, mas é tão difícil!!!! Desculpa, mas não sou capaz.
Apesar da minha "maldade" e " baixeza" traquina, Deus habitava no meu coração.
O dia que recordo ser o mais feliz, sim, o mais feliz da minha vida, foi, sem dúvida, o da Primeira Comunhão.
Rica e luxuosamente vestida e adornada, nem me sentia vaidosa, pois o meu coração batia velozmente de felicidade. Finalmente eu ia receber Jesus. Receber Jesus era algo inexplicável; era o melhor que havia. Ter Jesus no meu coração...Tinha que guardá-lo bem para não sair. Meus pais estavam, também muito emocionados e minha mãe me disse: «Filha, é o teu primeiro casamento»
Hoje digo: foi o único, porque o outro foi de mentira. Foi o único...O dia foi lindo para mim; o dia foi lindo para Jesus.

INUNDA-ME, ESPÍRITO SANTO COM O DOM DA SABEDORIA DIVINA